BLOG DE CARLOS CAVALCANTI: TRANSMISSÃO DIGITAL

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quinta-feira, 23 de março de 2017

MODOS DIGITAIS

MODALIDADES DIGITAIS.
  •  Introdução:
As transmissões digitalizadas, como muitos acreditam, não são um privilégio dos dias atuais. Já velho conhecido nosso, inventado por Samuel Morse e conhecido internacionalmente como CW (Continuos Wave), é o avô das transmissões digitalizadas. Com seu código binário de pontos (di) e traços (dá), a informação a ser enviada é codificada e pode ser transmitida em alta velocidade. Quando recebida, também em código binário, é decodificada e novamente temos a informação original. Durante a Segunda Guerra Mundial, as transmissões digitais tiveram primordial importância na troca de informações. Eram feitas com auxílio de máquinas de Teletipo (TTY) ou teleimpressoras. Eram máquinas eletromecânicas, lentas, barulhentas e se assemelhavam às máquinas de datilografia. Eram acopladas aos rádios transmissores e dessa maneira, faziam a transmissão de RTTY. Historiadores relatam que as teleimpressoras foram idealizadas a partir de experimentos baseados em transmissões feitas em CW, pelos aliados, como mostraremos a seguiras mensagens, já codificadas, eram gravadas em fitas magnéticas e eram então transmitidas em uma velocidade muito elevada. Quando as mensagens eram recebidas, eram também gravadas e, posteriormente, a velocidade dessa gravação era reduzida a um patamar de inteligibilidade, de maneira tal, que podiam ser decodificadas. Histórias à parte vamos prosseguir. Essas teleimpressoras utilizavam um código padronizado internacionalmente sob o nome Baudot ou Murray. Esse código pode ser considerado a “Tecnologia binária” predecessor do código morse. Como em qualquer código binário, possui dois opostos. Nesse caso teremos: espaço (sem sinal) e marca (com sinal). Certo dia, um radioamador fazendo seus experimentos, teve a idéia de conectar um equipamento de rádio, para fins amadorísticos, à uma teleimpressora. Então surgiu a transmissão rádio amadorística de RTTY, utilizando o código citado acima. Com o passar do tempo e com o advento de novas tecnologias, após vários experimentos, ao invés de verdadeiras marcas e espaços usados no código Baudot, passou-se a usar duas freqüências de áudio diferentes (FSK), cada uma correspondente a uma dos dois estados. A diferença entre as duas freqüências ficou conhecida como shift. Em meados da década de 70, com o surgimento do computador pessoal, as máquinas de teletipo foram abandonadas e foram adotados novos sistemas que utilizavam microcomputadores. Com o surgimento desses microcomputadores, passou-se a usar também, o código ASCII (American Standard Code for Information Interchange).
  •  O que são as Modalidades Digitais:
 Para sermos diretos e objetivos, dizemos que são todas aquelas que tiverem suas informações (em RX ou TX) codificadas em sistema binário (1-0).
  • Modalidades mais usadas em Concursos:
1. PSK 31
 PSK são letras iniciais de Phase Shift Keying,ou seja, chaveamento por mudança de fase ou, para melhor compreensão,reversão da polaridade da portadora em 180 graus. Esse tipo de modulação permite que, ao valor positivo da portadora seja, por exemplo, atribuído o valor 1(um), e ao negativo, o valor 0(zero). Dessa forma, possibilita a transformação de caracteres correntes, em sinais digitais. Já o número 31, significa 31 Hertz, que é a largura de faixa ocupada pelo sinal.

2. RTTY.
RTTY (Radio Teletype) ou rádio-teletipo, é um modo de transmissão digital, via rádio. A exemplo das transmissões em telegrafia, o RTTY usa um código para gerar os números, letras e alguns caracteres. Este código é composto de sete dígitos e é conhecido internacionalmente como Código Baudot ou Murray. Destes sete dígitos, cinco são utilizados para gerar os dados de informação e os outros dois para controle de tráfego. A velocidade normalmente usada pelos radioamadores é de 45,5 bauds, o que eqüivale a 60 PPM (palavras por minuto). Como o Código usado (Baudot) é composto de apenas cinco dígitos, este número limita a combinação até um limite de 32 caracteres. Isto, obviamente não proporciona combinações suficientes para todas as 26 letras do alfabeto mais os números e os sinais de pontuação. Para solucionar este problema, dois comandos especiais estão reservados: LETTERS SHIFT e FIGURES SHIFT. Com estes dois comandos o número de combinações é ampliado para 64 caracteres, resolvendo assim, a falta de combinações para letras, números e sinais de pontuação.
Velocidade de transmissão       Lenta
Código utilizado                        Código Baudot
Combinação de caracteres        Limitado
Recepção dos sinais                  Sensível a interferência
Recepção de arquivos               Pouco confiável. Não possui correção automática de erros.

  • Quais equipamentos usar?
 MATERIAL BÁSICO. 
  •  Transceptor SSB – operar entre 30 e 70 Watts. 
  •  Ligações básicas – TERRA / PTT / AUDIO IN / AUDIO OUT. 
  •  Computador – A partir de um Pentium 133 / Placa de som. 
  •  Atenção especial nas ligações/RF – monitor / teclado / mouse / cabos blindados e ferrites. 
  •  Antenas – simples funcionam.

  •  Como conectar o rádio ao computador.
 Há não muito tempo atrás, utilizávamos uma placa Hamcomm, que servia de modem, e era ligada entre o computador e o rádio. Atualmente, graças ao espírito de pesquisa de alguns radioamadores, utilizamos somente rádio e computador, através da sua placa de som. É uma ligação bastante simples, diga-se de passagem, e sem necessidade de grandes conhecimentos técnicos. Veremos, a seguir, algumas dicas de como fazermos essas ligações. Alguns rádios modernos oferecem uma saída constante de áudio (AF out), em torno de 100 mV a 600 ohms. Assim sendo, o controle de volume na parte frontal do transceptor, não tem qualquer ação sobre o áudio de entrada na placa de som. Essa saída constante de áudio deverá ser conectada à entrada (mic) da placa de som do computador. Não obstante, nada impede que você retire o sinal do alto-falante ou da tomada de fones do rádio, tomando o cuidado de manter o volume a um nível compatível, evitando saturação na entrada da placa de som (se desejar pode usar um atenuador feito com um potenciômetro e um resistor). Nessa mesma placa, faremos a conecção da sua saída (line-out) com a entrada de áudio do rádio. Essa entrada dever proporcionar o acionamento do vox, quando começar a transmissão controlada pelo programa que venha a ser usado. Essas ligações irão depender muito de rádio para rádio. É de suma importância que consultem o manual de instruções do equipamento que estejam utilizando para se situarem e familiarizarem com os termos usados. As regulagens de mic e saída de áudio na placa de som dependerão de programa para programa e deverão ser feitas no controle de reprodução e gravação da placa.
  • Qual programa usar?
A utilização de um programa é uma coisa muito particular. Algumas vezes, nos “adequamos” mais a um do que outro. Por esse motivo, iremos sugerir alguns e, ficará a critério de cada um, a escolha do que mais agradar. Teste alguns antes de resolver qual irá usar.
MULTIPSK v 4.6: http://f6cte.free.fr/
 WSJT-44/FSK411/JT65/JT6M http://pulsar.princeton.edu/~joe/K1JT
WRITELOG: www.writelog.com
  • Freqüências utilizadas.
Embora haja algumas exceções no plano de bandas em algumas regiões diferentes da IARU, em concursos em RTTY, usam-se as seguintes freqüências: 
  • 160 M - 1.800 a 1.840 Mhz 
  •  80 M – 3.580 a 3.635 Mhz * 
  •  40 M – 7.035 a 7.050 Mhz * 
  •  30 M - 10.138 a 10.150 Mhz 
  •  20 M - 14.070 a 14.112 Mhz * 
  •  17 M - 18.100 a 18.110 Mhz 
  •  15 M - 21.070 a 21.125 Mhz * 
  •  10 M - 28.070 a 28.180 Mhz * 
  •  6 M – 50.600 a 51.000 Mhz 
  •  2 M – 144.900 a 45.100Mhz *

  • Concursos Sobre Concursos I:
-Aonde procurar: DK3VN: http://home.arcor.de/waldemar.kebsch/
  •  Sobre Concursos II:
 Daremos prioridade ao MixW ( http://www.mixw.net/  ), um programa muito utilizado entre os praticantes dos modos digitais. Para um melhor entendimento do programa, aconselhamos os amigos a darem uma lida no “help”. Existe em espanhol se preferirem ao Inglês. Pode ser baixado nos seguinte link: http://www.ea2rko.com/files/tran-218-1034.zip  
FONTE: http://py1rj.blogspot.com.br

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

INTERFACE DIGITAL


INTERFACE SIMPLES PARA  DIGITAL MADE IN PS7KC





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OBS: Alguma duvida me ligue PS7KC   ( 84 )  88232311




ESQUEMA DE INTERFACE



ESQUEMA DE INTERFACE PARA ECHOLINK




" Esta interface, muito simples de construir, é usada para as modalidades digitais que usa a placa de som do computador.
 O circuito é simples, usando componentes comuns no mercado, pode ser montado em, ponte de terminais ou placas universais (aquelas cheia de furinhos), O conector para a porta Com  é um DB9 fêmea, os plugs Line In e Line Out da placa de som, deve ser o modelo estéreo e o plug do radio é o modelo mono, faça as conexões e cabos o menor possível, caso não seja possível,  use cabo de áudio blindado para evitar interferências, principalmente em HF, eu usei um cabo de mouse, que estava encostado por aqui, com excelentes resultados. Tenha especial cuidado na montagem do  conector do microfone que é ligado ao radio, identifique antes qual é o pino que aciona o PTT/Grd  e MIC/Grd. Esta interface pode ser usada com o soft MixW,Echolink, WSJT com excelentes resultados."

domingo, 29 de setembro de 2013

TRANSMISSÃO DIGITAL DE RADIOAMADORISMO

Já falei aqui sobre os modos digitais mas esta semana lendo as mensagens de um grupo no yahoo que acompanho resolvi traduzir e colocar aqui um breve explicação sobre cada um dos modos mais comuns utilizados por nos Radioamadores.
Re: Lista de modos digitais
Veja abaixo, classificados por ordem de uso comum em HF.
PSK. O mais popular modo digital é a variante PSK31. Muitos QSO´s e DX´s são feitos usando este modo. Precisão dos sinais decodificados tende a diminuir quanto à intensidade dos sinais tornam-se fracos ou são afetados por níveis altos de ruído. PSK63, PSK125,PSK250 e PSK 500 são usados ​​com muito menos frequência a  ”robustez” diminui à medida que a velocidade aumenta. PSK63 e PSK 125 são por vezes usados ​​em concursos, bem como RTTY. PSK31 e outros modos PSK sofrem com o impacto de sinais de fortes próximos o que pode fazer com que o software essencialmente apenas decodifique estações fortes nas proximidades. Uso de DSP, filtros e configurações de AGC podem reduzir significativamente o impacto desse fenômeno.
JT65A: Funciona extremamente bem com sinais fracos e com baixa potência. muita atividade. Excelente para longas distâncias como QSO´s para a Ásia e Oceania.
RTTY: Usado por DXpeditions, bom para conseguir entidades para o DXCC. Durante o ano são realizadas algumas competições exclusivamente em RTTY. Pouco desempenho quando confrontados com sinais fracos e com QRM ou QRN. Usado em QSO´s ou rápidas trocas de RST em concursos são comuns. AFSK RTTY é usado com placas de som. FSK RTTY é produzido pela maioria dos equipamentos modernos e a filtragem normalmente garante uma melhor performance do que AFSK RTTY.
PACKET: Ainda bastante comum em HF para APRS e atividades de trocas de e-mail. Alguns usam Emcomm. Lento com sinais fracos ou QRM.
PACTOR: Muito comum, parte da rede mundial de estações que enviam e encaminham e-mail (WL2K) desempenho muito bom e velocidade em sinais fracos. Alguns QSOs via teclado podem ser feito, mas é muito raro. Trocas Peer to Peer (de arquivos, fotos) são possíveis quando utilizado em WL2K mas na maior parte do cliente para o servidor.
OPERA: Como JT65A e ROS, geralmente um modo lento digital utilizado para a super detecção de sinais fracos. Indicativo e relatórios de sinal. Não há conservações, além disso. ROS Como JT65A e OPERA, geralmente são um processo lento a médio de velocidade utilizado para a detecção do sinal de super fraco. Indicativo relatórios e sinal. Alguns QSO´s de conversação.
WINMOR: Muito comum, parte de uma rede mundial de estações, que enviam e encaminham e-mail (WL2K) normal para o desempenho com sinal fraco e velocidade moderada. Alguns QSO´s via teclado podem ser feitos, mas é muito raro. Peer to Peer e trocas de arquivos são possíveis, quando utilizados em WL2K mas na maior parte da atividade é entre cliente e servidor. Também existe um modo similar usado para chat, V4.
SSTV (várias modalidades). Muito comum em HF 20M e 40M normalmente. Intercâmbio de “Fotos”, cartões de QSL. Pobre quando confrontado com sinais fracos ou QRM. Digital SSTV Easypal ouMultipsk pode ter um melhor desempenho em condições de sinal fraco.
OLIVIA: Muito comum, especialmente em redes digitais. Olivia 8/500 aparece como a variante mais comum, do que 8/100 e 32/1000. Usado com frequência para transferências digitais e mensagens em HF e VHF, ponto-a-ponto e em emergências. Alguns QSO´s de conversação podem ser mantidos por várias horas sem que os sinais sejam ouvidos.
MT63. Moderado rendimento em condições fracas, mas sofre quando confrontado com QRN. Variante mais comum em HF é MT63 1000, mas também o modo MT63 500 é usado. Em VHF e UHF MT63 2000 é muito eficaz. Muito utilizado por grupos de emergência em HF, boletins e troca de informações, e muito mais. É muito raro ouvir QSO´s que utilizam este modo.
FSK441: Usado principalmente para meteor scatter em 6M, 2M e 70cm. Muito eficiente para detectar variações de sinais muito rápidas, desempenho bom em sinal fraco. Usado apenas para trocar a reportagem de sinal, QTH e indicativo.
WSPR: modo lento para sinal fraco. Muitas vezes, usado como beacon. Outro modo onde é enviado o indicativo, QTH, e potencia do TX. Não há conversas tipo QSO. Bastante comum em 30M.
HELL: desempenho moderado se trabalhado em sinais fracos. Requer boa visão. Alguns QSO´s podem levar varias horas sem que sejam ouvidos os sinais.
MFSK: Performance moderada a boa com trabalho de sinais fracos. Alguns QSO´s podem levar varias horas sem que sejam ouvidos os sinais. Usado com PSKmail como MFSK32 ou MFSK 64, o MFSK16 é mais comum quando usado para QSOs.
ALE 141. Usado por 100-200 estações regularmente e eles lançaram “Sondagens”  periódicas que podem ser ouvidas durante todo o dia. Sofisticado sistema de comunicação usado por agências de Governamentais e militares, mas não muito adotada por radioamadores. Mensagens diversas, sub-sistemas e métodos ARQ. Limitada por algumas restrições da FCC de velocidade e largura de banda. Apenas disponível em PC e software-ALE e Multipsk via firmware em alguns rádios high-end comerciais.
THOR: Moderada a boa performance em termos de trabalho com sinal fraco. Alguns QSO´s podem levar varias horas sem que sejam ouvidos os sinais. Usado com PSKmail como a maioria THOR 22 s comum. Pode, por vezes ser utilizado por redes de emergência para passar o tráfego ponto a ponto.
Lentus: Muito bom com sinais fracos e com baixa potência. Moderada de atividade . Apenas disponível Multipsk via software.
Contestia: Similar ao modo Olivia em termos de desempenho, mas não muito comum, pode passar dias sem ouvir os sinais deste modo.
THROB: Feira para moderar o desempenho em termos de robustez. Pode ser usado como modo de conversação. Posso passar dias sem ouvir os sinais neste modo
DominoEX: Similar a Olivia em termos de desempenho, mas não muito comum, pode passar dias sem ouvir os sinais, exceto quando usado por estações PSKmail e algumas estações NBEMS.
PAX: Bom desempenho do sinal fraco, mas só está disponível em Multipsk.
ALE 400: Bom desempenho do sinal fraco, mas só está disponível em Multipsk. Desempenho ARQ grande com auto-resync. Pode passar dias sem ouvir seu sinal. Pode ser utilizado para QSO´s e pode ser configurado para enviar e-mail e arquivos.
JT6M utilizado principalmente para a dispersão de meteoros sobre 6M, 2M e 70cm. Muito eficiente para detecção de muito rápidas rajadas de sinal, bom sinal de desempenho fraco. Usado apenas para trocar a reportagem de sinal e indicativo.